Dan Snaith parece sempre pronto a surpreender e a baralhar-nos as voltas. Seja sob o pseudónimo Manitoba ou sob a designação Caribou, Snaith tem construído um interessante percurso em que submete a electrónica a novos ângulos da pop mais psicadélica. Tem sido assim há praticamente uma década e foi assim também que o seu último disco Andorra (de 2007) obteve uma aclamação geral de público e imprensa que culminou com a atribuição do Prémio Polaris. Três anos volvidos, o novo longa duração prepara-se para ser lançado pela City Slang. Swim marca um novo capítulo no caminho de Caribou, caminho esse agora mais traçado pela synth-pop.
Artigos recentes
// V/A: Mescla Sonora Sampler //
A primeira compilação virtual do Mescla Sonora com alguns dos novos nomes da música portuguesa. Da electrónica ao rock vanguardista passando pelo hip-hop e pela indie-pop, decimos lançar esta compilação para que cada leitor descobrir estes novos valores. Para ouvir e repetir.
// V/A: Mescla Sonora Sampler //
Disponível a segunda série do Mescla Sonora Sampler. Oito novos artistas nacionais para download
gratuito e exclusivo. Rita Braga, Youthless, ALTO!, Les Triple, Mão Sem Dedos,mudo as maria, Soulphaze
e Rudolfo. Cada nome, um mundo. Para ouvir e partilhar.
:: Playlist ::
Vampire Weekend : Contra
Master Musicians Of Bukakke : Totem One
Animal Collective: Fall Be Kind
Real Estate: self titled
Toro y Moi: Causes Of This
Ben Frost : By The Throat
Norberto Lobo : Pata Lenta
Matrix Metals : Flamingo Breeze
Doom : Born Like This
Talk Normal : Sugarland
Cate Le Bon : Me Oh My
Send me your track
Últimas do Mescla
| .PT | Singing Dears
Sempre houve um certo charme pós-industrial, ou lá o que se queira chamar, às cidades circundantes das capitais. Tantas vezes renegadas para um inevitável segundo plano e tantas outras observadas através de um olhar de desconfiança, a verdade é elas são frequentes berços de movimentos artísticos, especialmente na música. Outrora capital do metal nacional, o Barreiro tem-se destacado nos último anos por uma intensa e fervilhante movimentação musical, bem além do citado rock vestido de negro e adorador de Satã. Entre o rock n´roll mais garageiro e alguma da musical experimental mais pertinente, percebemos que actualmente nesta cidade para lá dos prédios e fábricas, há pulsações bem fortes a despertar o interesse de melómanos. Neste contexto, os Singing Dears são mais uma prova de que o rock n´roll está de boa saúde. É um gajo duro, o rock.
Podcast # 3 :: Março 2010
Por esta altura chove lá fora e o frio faz-se sentir. Nada que nos demova a oferecer-vos alguma daquela que é a nossa selecção musical de eleição para este mês de Março. A terceira edição do podcast Mescla Sonora traz os muito elogiados regressos de Gil-Scott Heron, Panta Du Prince ou Dominique Leone. Três indivíduos que reflectem uma forma de estar muito própria e um real empenho na renovação dos géneros musicais que usualmente habitam. Nas estreias incluem-se: Holly Miranda (menina bonita da pop e protegida de David Sitek dos TV On The Radio), White Mystery (rock n´roll flamejante de Chicago e pleno de amor) e Primary 1 (pop perfeitinha que conta com a participação de Nina Person dos Cardigans). Pelo meio, os Dirty Projectors cantam Bjork e recuperam-se algumas pérolas empoiradas. Se isto não vos aquecer a próxima hora, não sabemos o que fará…
| Discos | VA: Cambodian Rocks
Às vezes, ao ouvir discos destes, sinto-me como o Vasco Granja do rock’n’roll. Ouvir uma compilação de rock do Camboja e ficar habilitado a discutir a cena garage-rock cambojiana do final dos anos 60/início dos 70 com outros geeks da música como eu é o equivalente a ver um daqueles desenhos-animados indescritíveis que, invariavelmente, terminavam com a palavra “konec”.
Cambodian Rocks é uma compilação do catano! E ao nível de outras parentes afastadas, como os vários Nuggets ou as séries Back From The Grave ou Pebbles. A novidade aqui é que não sabia que havia garage-rock no Camboja. Muito menos nos anos 60. E com toda aquela atitude que fez do garage um sub-género do próprio rock’n’roll.
| Fresh Cuts | VOICEsVOICEs
A pura vontade de tocarem juntas fez com que duas miúdas de Los Angeles pedissem equipamento emprestado e formassem uma banda que até já captou a atenção do produtor Prefuse 73. As VOICEsVOICEs nasceram assim, por pura carolice mas desejo profundo, de criarem a sua própria música. Residentes nesse caldeirão fervilhante de ideias e pessoas que é a comunidade artística instalada em Echo Park, Nico e Jenean têm circulado por muitos dos bares e galerias da zona onde chegaram a gravar o EP Sounds Outside. Já aí a dupla mostrava a sua alquimia através de uma estética pop misteriosa e ambiental, devedora quer à onda à às guitarras siderais de uns My Bloody Valentine até ao som etéreo e sonhador de Kate Bush ou Cocteau Twins. São referências e valem o que valem mas o novo EP, agora apresentado pela Manimal Vynil, desvenda um mundo que não só nos atrai como nos envolve.
| Tracks | Club 8: Western Hospitality
Da Suécia tem chegado alguma da pop mais interessante dos últimos anos. Uma nova visão, mais abrangente e aventureira, muitas vezes orientada para a electrónica mais ambiental mas sempre com a frescura melodiosa que é quase marca registada. Dos Air France aos The Knife/Fever Ray, passando pelos Taken By Trees ou El Perro Del Mar, os exemplos são muitos e bons. Os Club 8 são uma das duplas mais sólidas da nova pop sueca e encontram-se a preparar aquele que será já o seu sétimo álbum. The People´s Record sairá no dia 12 de Maio sob a alçada da Labrador. Recentemente regressados do Brasil, a banda trouxe consigo uma panóplia de influências e novas linguagens que prometem renovar a sonoridade dos Club 8.
| Discos | Beach House: Teen Dream
Em poucos anos e através de três belíssimos discos, os norte-americanos Beach House afirmaram-se como um nome essencial na música pop contemporânea. A conceituada editora Sub Pop não fechou olhos a esta evidência e decidiu lançar o novo Teen Dream. Um álbum que para além de reforçar o valor e a pertinência do duo, veio igualmente a abrir um pouco mais a sua janela sonora embora continue a ser – felizmente – a mesma que nos cativou no passado. Um conjunto de dez canções que conservam doses generosas de nostalgia e de uma beleza infalível. Fica desde já o aviso que aqui poderão encontrar alguma da música mais grandiosa do ano. Não é uma promessa, é um facto.




