Desde o lançamento do disco homónimo de estreia, há cerca de dois anos, que o colectivo noise de Los Angeles tem vindo a afirmar-se como um dos valores seguros no panorama musical actual. Recentemente vindos de uma longa tour lado a lado com os Nine Inch Nails, acabam de entrar para o catálogo da prestigiada editora independente City Slang (casa de Broken Social Scene, Caribou ou Yo La Tengo). Isto numa altura em que acaba de sair um novo single intitulado Die Slow, que deverá anteceder o próximo disco.
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// V/A: Mescla Sonora Sampler //
A primeira compilação virtual do Mescla Sonora com alguns dos novos nomes da música portuguesa. Da electrónica ao rock vanguardista passando pelo hip-hop e pela indie-pop, decimos lançar esta compilação para que cada leitor descobrir estes novos valores. Para ouvir e repetir.
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:: Playlist ::
Aquaparque: É Isso Aí
Dalek : Gutter Tactics
Telefon Tel Aviv: Immolate Yourself
Black Lips: 200 Million Thousand
Tédio Boys: Pussynest
Animal Collective: Merriweather Post Pavilion
Cold Cave: The Trees Grew Emotions and Died
Dum Dum Girls: s/t
Mi Ami:Watersports
AGF/DELAY: Symptoms
Various Artists: Cazumbi: African Sixties Garage
Últimas do Mescla
| Perdidos em Combate | Black Eyes
Sempre que se fala na cidade de Washington é inevitável recordar a importância desta no mundo histórico e político norte-americano. Capital de uma super-potência mundial, para muitos também é conhecida como epicentro do movimento punk (há quem lhe chame pós-hardcore or whatever) fundado pelos Fugazi via Dischord Records, que deu a conhecer ao mundo um catálogo extenso e absolutamente fascinante de uma série de artistas que a partir da estética e ideologia punk, levaram esse género/movimento/modo de vida a lugares não-comuns. Os Black Eyes estavam-se nas tintas para tudo e para todos. Menos punk e mais noise, esta foi uma banda que deixou mossas muito própria, ainda que fechados numa certa obscuridade que cada vez mais descobre a luz de mais admiradores.
| Discos | Lindstrøm & Prins Thomas: II
A viagem cósmica continua. Uma das duplas mais relevantes da última década, no que diz respeito à produção de música electrónica, está de regresso. Os nórdicos Lindstrøm & Prins Thomas apresentam II como uma nova etapa no seu trabalho, uma vez que estamos perante um disco bem mais orgânico que os anteriores. Orgânico sim mas não menos distante do universo que lhes é característico. A dupla continua a ser uma referência na “arquitectura sonora” dos novos tempos e este disco revela o pulsar criativo (e eclético) que os caracteriza. Um possível passo à frente aos trabalhos anteriores que inevitavelmente sabe a pouco a uns e faz a delícia a tantos outros.
Michael Jackson :: 1958 – 2009 :: R.I.P.
Quer queiramos quer não ou quer gostemos muito, pouco ou assim assim da sua música, é certo que não conseguimos ficar indiferentes à morte do proclamado rei da pop, sua Majestade, Michael Jackson. E, como tal, é inevitável que escrevamos qualquer coisa sobre ele. Porque o Michael Jackson está inscrito na nossa memória colectiva, um ícone da cultura pop (não só musical) e um ídolo intergeracional. Por exemplo, sou capaz de apostar com vocês um dos meus rins como não há nenhuma alma penada deste Mundo, nascida nos anos 80, que nunca tenha tentado fazer o moonwalking.
| Tracks | Dinosaur Jr: I Want You To Know
Depois do regresso este ano dos Sonic Youth, é a vez de outra instituição do rock independente norte-americano nos surpreender com um novo disco. Farm é o retorno dos Dinosaur Jr. às grandes canções e mesmo com mais vinte anos depois do seu primeiro álbum, a banda de J. Mascis continua a nutrir de uma frescura invejável. É verdade que Mascis já aparece de cabelo totalmente branco e óculos tamanho XL mas a energia que sempre os marcou ainda existe em Farm. E há que dizer que este é um óptimo disco, capaz de deixar muitas jovens bandas envergonhadas.
| Fresh Cuts | Glasser
Já perto de uma década de produção musical de liberdade criativa ímpar, onde se fundem sons e culturas, da folk mais bizarra à electrónica mais abstracta, dos Estados Unidos profundos à África ancestral, felizmente não páram de surgir novos projectos nessas mesmas (des)coordenadas pop. Depois de provas dadas por nomes como Animal Collective, Dirty Projectors ou Black Dice, esse caleidoscópio de tribalismo urbano pop segue caminho com outros novos projectos. Este ano City Center ou Telepathe assinaram alguns dos discos mais fascinantes destes últimos seis meses e Glasser certamente é um nome para seguir de perto.
| PT. | Sta. Apolónia: EP I
Ainda aqui não tínhamos dito nada acerca de uma das mais belas notícias dos últimos tempos da cena musical nacional: a reactivação da You Are Not Stealing Records (YANSR), uma das netlabels favoritas aqui do burgo, depois de um hiato de três anos. Talvez tenha sido a estranha forma de Deus Nosso Senhor que está no Céu equilibrar o cosmos, após o encerramento da Merzbau… O retorno da YANSR fez-se com o disco de uns tais Dr. Phibes & The Ten Plagues of Egypt, mas o que nos interessa aqui é o que veio a seguir: o projecto chama-se Sta. Apolónia (excelente nome) e o EP de estreia tem o pertinente título de… EP I. É o novo projecto a solo de André Joaquim, o hiper-activo mentor dos Dr. Frankenstein e guitarrista dos Capitão Fantasma e dos Texabilly Rockets. E, para quem está habituado à sua faceta surf/rockabilly, o projecto não podia ser uma surpresa maior.
| Tracks | Group Doueh: Cheyla Ya Haiuune
Do deserto quente do Sahara e da tradição musical da música africana, o Group Doueh é actualmente um dos colectivos de maior relevo na desert music, juntamente com outros grupos mais conhecidos por cá como Tinariewn. Pegando na música islâmica e no virtuosismo dos seus músicos, a banda imprime um certo psicadelismo quase “Hendrixiano” aos seus temas. A Sublime Frequencies reconheceu-lhes valor e editou há dois anos Guitar Music From The Western Sahara, o disco que pôs definitivamente o Group Doueh nos circuitos internacionais, pé ante pé, sem histerismo ou hype dos media mas recebendo por eles rasgados elogios.

