| Discos | Thomas Brinkmann: When Horses Die
Out 28th, 2008 | Por Nuno Afonso
Thomas Brinkmann sempre foi uma figura um tanto obscura e que sempre teve uma visão muito própria sobre o conceito de música electrónica. Talvez ao lado de Matthew Dear ou Ellen Alien, Brinkmann seja actualmente um dos nomes maiores da redifinição da música electrónica nos nossos dias. E de álbum para álbum, intensifica ambientes e atiça os sentidos.
When Horses Die é mais um capítulo de Brinkmann e um disco fabuloso que provavelmente vai passar ao lado de muita gente. E mesmo quem já conhece o produtor de outros tempos mais dedicados ao techno minimal vai ficar surpreendido pela nova abordagem. Não sei se poderemos chamar de um “disco de canções” mas julgo também não ser totalmente errado; na verdade, é disso que se trata. Um conjunto de canções envoltas numa escuridão e mistério que tanto têm de estranheza como de sensualidade…Imaginem um Nick Cave produzido por Brian Eno após longas sessões de gravações numa cave sombria noite dentro. When Horses Die tem essa intensidade nocturna que envolve e volta a envolver e sempre com uma batida leve mas latente. E a voz narcótica e enebriante de Brinkmann irrompe da melhor forma pelas atmosferas criadas.
Birth & Death é talvez o tema ex-líbris de um disco absolutamente fabuloso que desde o início capta a nossa atenção e desperta os sentidos como poucos conseguem. Não é genial, nem se encontra perto disso, contudo é uma excelente companhia para as noites de Invernos que se seguem e um sinal de que a obra de Brinkmann merece ser seguida. Muito recomendável.
Rita Andrade




