| Perdidos em Combate | UI
Mai 25th, 2008 | Por Nuno Afonso
Há bem pouco tempo, algures no meio de uns discos esquecidos encontrei Lifelike, disco emblemático na carreira dos nova-iorquinos UI e que entrou directamente para a lista dos mais ouvidos nos últimos dias. A banda foi um dos nomes sonantes na década passada no circuito pós-rock em que juntamente com os Tortoise, Trans Am, Stereolab ou Gastr Del Sol nos ofereceram alguma da mais estimulante e criativa música dos anos 90.
Já passaram cinco anos desde o Answers, o último lançamento discográfico dos UI. Inicialmente compostos por Sasha Frere-Jones (também conhecido jornalista musical) e Clem Waldmann, sempre houve na sua música uma indefinição de género de tão variados eram os géneros que a banda abordava. Krautrock, electrónica, jazz, rock progressivo e uma muito inspirada forma de juntar tudo isto e soar sempre a algo novo. O álbum estreia Sidelong foi desde logo uma excelente surpresa e lançou interesse e sede de se ouvir mais. Entre vários EPs, remisturas para gente como Tom Zé e colaborações com Stereolab, os UI nunca chegaram realmente a sair do circuito underground e com o passar dos anos e com a escassez de material novo, a memória foi afastando esta grande banda para os recantos do passado. Contudo, quando hoje ouvimos novos nomes como os Battles ou Holy Fuck reconhecemos (a espaços e com algumas diferenças, é certo) alguns dos truques e fórmulas que escutávamos nos discos dos UI.
Nos dias de hoje, Sasha ainda continua a compor em nome próprio e Clem mantém os The Kustard Kings mas ainda continuamos na esperança de que um dia surja novo trabalho conjunto enquanto UI. Por enquanto, resto descobrir ou redescobrir a matéria-prima que nos deixaram.
Rita Andrade
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